Mafalda Moutinho Opinião

OPINIÃO: Na Saúde e na Doença!

Mafalda G. Moutinho, 29 anos, Fundadora "Bisturi Cidadania Ativa"

Até que a morte os separe. E antes da morte juram fidelidade e lealdade.

São votos vomitados no mundo católico em dia de matrimónio. Mas fora do mundo católico também se fazem juras semelhantes: vamos ficar juntos para sempre, ter filhos e quem sabe até casar.

Até que surgem os problemas do foro económico, afectivo ou até do mais imprevisível de todos: a Saúde!

A doença tal como a morte, não se faz anunciar. No entanto, é generosa em relação à morte, porque nos vai deixando múltiplos sinais, na maioria dos casos, noutros é silenciosa…

Quantos homens e mulheres vêm os seus companheiros desaparecer quando a doença bate à porta?

É hediondo imaginar que um ser humano é capaz de abandonar outro, quando este está fragilizado e mais precisa de apoio. Mas é real e não é assim tão incomum como podemos pensar.

Os hospitais gravam histórias de vida, algumas inspiradoras outras que nos deixam no chão…

Devo dizer-lhe que se este foi o seu caso, o ditado popular faz sentido: mais vale só que mal acompanhada (o).

Quem não sabe lidar com o sofrimento e o rejeita na sua arrogância e egoísmo abdominal jamais será capaz de partilhar consigo seja o que for sobretudo estes momentos em que necessita de um pilar.

Não perca um segundo de sofrimento por essa pessoa agora que necessita de todas as suas forças e lute, porque um dia vai olhar para trás e verá que os dias mais bonitos foram aqueles em que lutou por si mesma (o).

Da doença falemos dos problemas económicos.

Do dia para a noite, um dos membros do casal fica sem emprego. É comum em muitos destes casos, essa pessoa não só deprimir-se como acomodar-se a este novo estado ou ausência de estado de vida.

O parceiro fica encurralado, vê a pessoa enérgica que ama desaparecer a pouco e pouco e as juras de outrora rapidamente darão lugar a discussões e a uma inevitável separação, mais tarde ou mais cedo.

Dos problemas económicos passemos ao foro afectivo.

O marido ou a esposa que trai o outro, ou ambos.

Duas bocas que juraram ser únicas mas que afinal beijam tantas outras.

Bom, este último caso oferece-me algumas náuseas abdominais e, como tal, não o consigo descrever.

Saibamos viver o dia a dia com pragmatismo, porque de votos e de juras de amor, cada vez menos vive a maioria dos homens e das mulheres!

Tudo é imprevisível, nada é certo…

Esta autora não escreve segundo o novo acordo ortográfico.

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